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E Foi assim que tudo começou...
Para contar a história da Rua 25 de março, primeiro precisamos contar um pouco da história de São Paulo.

1890 Rio Tamanduatei
Arquivo Univinco
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A fundação de São Paulo insere-se no processo
de ocupação e exploração das terras americanas
pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os
colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo
(1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas
da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia
de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da
Nóbrega, escalaram a Serra do Mar chegando ao planalto de Piratininga,
onde encontraram "ares frios e temperados como os de Espanha"
e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas".
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Do ponto de vista da segurança, a localização
topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa
colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí (onde
é a 25 de março, veja em curiosidades) e o Anhangabaú.
Nesse lugar, fundaram
o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor
do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa,
que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho, mas a distância
do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos
de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição
insignificante durante séculos na América Portuguesa.
Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São
Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam
os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo.
Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas
Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio,
a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.
Em 1681, São
Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e,
em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso,
até o século XVIII, São Paulo continuava como um
quartel-general de onde partiam as "bandeiras", expedições
organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos
sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído
para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante
foi a responsável pelo devassamento e ampliação do
território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção
direta do extermínio das nações indígenas
que opunham resistência a esse empreendimento.

foto arquivo Univinco.
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A
área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de
duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio
de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público
de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica
uma preocupação urbanística com o aformoseamento
da cidade.
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No início do século XIX, com a independência
do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província
e, sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante
núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram
também para isso, a criação da Escola Normal,
a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades
culturais.
No final do século,
a cidade passou por profundas transformações econômicas
e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias
regiões paulistas, da construção da estrada de ferro
Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para
se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada
do século, basta observar que em 1895 a população
de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros),
chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana
se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram
as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água
e a iluminação a gás.
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